Este bolg nasce, como já foi dito, da vontade de partilhar as nossas
vivências com o Yoga, no tapete ou não.
Para mim, foi um desafio lançado num momento de dúvida, de inércia, um
incentivo a uma maior consciência das minhas práticas diárias, das minhas
motivações ou falta delas mas acima de tudo a uma maior consciência dos valores
que me guiam.
Será, na parte que me toca, uma reflexão acerca das várias formas de
pôr em prática o meu yoga, não apenas as asanas, por muito queridas que na
maior parte do tempo me sejam.
A minha prática reflete o meu estado de espírito, a minha disposição física
e anímica e é por isso adaptável.
Quando estou em forma, tanto física como emocionalmente, só quero
praticar Ashtanga! Gosto de transpirar, de me superar, de pensar em cada
prática o que vou melhorar e adoro, mesmo, a elasticidade e leveza que uma prática
continuada de Ashtanga me traz.
Porém há momentos em que não me apetece nem Ashtanga nem Hatha, não me
apetece mover-me nem cansar-me, apenas respirar, abrandar, conscientizar e
seguir o dia.
Dizem-me frequentemente que tenho de me disciplinar e sei que sim. Se
estou disciplinada e pratico regularmente entro no ritmo e deixa de ser necessária
a disciplina. Surge o gosto pela felicidade que cada pratica que me traz e a
satisfação de ver o meu corpo reagir.
Nestas fases de maior atividade física é-me muito difícil uma prática
mais tranquila, mais introspectiva. É nestes momentos em que a savasana se
torna dificílima, em que todo o tempo que lhe dedico é ocupado a pensar se
tenho o corpo paralelo, se está esticado, se as mãos estão viradas para cima,
se os ombros estão relaxados, se, se,se...
Não consigo relaxar!
Nestes momentos de maior inércia, como agora, o pouco que faço é apenas
para justificar a savasana, só quero ficar deitada e desligar do mundo.
A minha última prática, há 3 dias, foi em casa. Tinha ido na véspera ao
Shala para uma aula guiada que me custou horrores! Resultado de semanas sem praticar.
Terça-feira estreei o meu cantinho de yoga, ainda não tinha encontrado
um local com a energia que precisava aqui na nova casa, fiz umas alterações e
decidi-me finalmente onde seria.
Estendi o tapete, pus um CD da Norah Jones a tocar baixinho e comecei!
Comecei sem traçar objetivos, digo sempre que vou só fazer uns Suryas
para espreguiçar e vou deixando fluir.
Fiz 5 Surya A, 3 Surya B (como embirro com esta sequência, perco-me
sempre nos vinyasa), padangusthasana, paddahastasana, ambas trikonasanas, ambas
parsvakonasanas e passei às prasaritas. Continuei com parsvottanasana e equilibrios, sentadas onde fiz apenas a
primeira sequência, ponte, sarvangasana e finais.
E passei ao relaxamento, savasana.
E passei ao relaxamento, savasana.
Como soube bem! Todo o dia seguiu leve e feliz!
Hoje vou apenas fazer pranayamas e meditação. Vou aproveitar o bom
tempo, levar uma mantinha e sentar-me na relva a respirar e apenas sentir. Vai
ser bom!
Adoro ser Yogi!
Lindo Ana... Lindo... Ser Yogui é ser feliz... No tapete e fora dele, a pratica acontece porque caso contrario s inércia instala-se.
ResponderEliminarBeijo e até amanha